Li um texto muito bom no blog da minha prima e tive q postar. Sei q é chato copiar e sinceramente naum gosto, mas as vezes qdo é bom demais, merece ser copiado por isso lá vai. As mulheres entenderão bem quão bom o texto é.
Minutos de tensão
Entrou no banheiro e percebeu que não tinha absorvente. Não tinha realmente nenhum absorvente em casa.Uma mulher sabe o que isso significa. Pode até faltar luz, mas um absorvente, jamais!E o pior (é claro, nessas horas sempre tem algo pior do que o pior. A lei de Murphy não falha jamais!) é que aquele fluxo parecia uma cachoeira.E essa torrente incessante a deixava mais irritada.Não bastava o fato de estar uns três quilos mais gorda, inchada, se sentindo horrível, com vontade de se afogar num pote de sorvete e numa caixa de chocolates e chorando até com propaganda de campeonato de futebol. Colocou um pedaço de papel higiênico para tentar “estancar” aquele sangue e correu para o telefone.Ligou para Ana, amiga do andar de cima. O telefone chama, chama e cai na secretária eletrônica.Ligou no celular. Nessa hora até o “tu” do telefone já a deixava desnorteada.Chama, chama e cai na caixa postal. Pra quê mesmo que as pessoas têm telefone celular?Ah, pra não atender! Pensou, pensou e decidiu: pediria para a vizinha da frente. Estava desesperada e a cada vez que ela se levantava sentia descer pelo menos uns 60 litros de sangue por minuto.
Resolveu ligar primeiro, já que sua amizade com a vizinha não passava de um oi e um bom dia.O telefone chama, chama e nada!Pelo barulho deveria estar tendo uma festa na casa. Tocou a campainha, mas o som estava tão alto que ninguém atendeu.Resolveu descer para ver se encontrava alguém para pedir um maldito absorvente.Desceu e não havia ninguém na portaria além do porteiro. Esse, vendo o desespero da mulher, pergunta se ela precisa de alguma coisa. “- Alguma coisa? Escuta aqui meu filho, tem uma cachoeira de sangue descendo pelo meio das minhas pernas e não tenho um filho da mãe de um absorvente em casa. Ah, sim, certamente você deve estar menstruado também! Será que dá pra me arrumar uma porcaria de um absorvente?” – ela pensou – mas em um minuto de sanidade resolveu não falar isso para o pobre coitado do porteiro. Afinal, a culpa infelizmente não era dele. No ápice da sua ira, resolveu abrir o jogo, meio sem graça, mas não vendo alternativa:
“– Sabe o que é? - com a cara mais sem-graça do mundo - Estou menstruada e acabaram-se meus absorventes. O senhor poderia me ajudar?”.Não sei como ele poderia ajudar, mas não custa tentar.
O porteiro na maior ingenuidade diz:
“– Olha! Não é que hoje é seu dia de sorte? Minha mulher pediu que eu comprasse um pacote pra ela e como não fui pra casa na hora do almoço o pacote está aqui comigo. Pode levar”.
Quase morrer quando ouviu as palavras.O brilho dos seus olhos foi muito mais intenso do que se estivesse vendo o Brad Pitt pelado. Pegou o pacote das mãos do porteiro, que agora, certamente, se tornara seu amigo do peito, subiu correndo e colocou aquele maldito pedacinho de algodão em seu devido lugar. Desceu, deixou o dinheiro, o triplo do valor do pacote com o porteiro. Ele não quis aceitar, mas depois da insistência dela, pega o dinheiro, sem graça com a situação.
Ainda no elevador, pensou naquele homem que a salvou. Aquele homenzinho que deixara sua mulher sem absorvente para lhe dar um pacote. Ele agora era seu herói.E se nenhum homem te salvou, espere. Em breve salvará.
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